Comentários sobre os ensaios técnicos para o carnaval 2010
Ensaios Técnicos de 30/01 a 31/01/2010
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Por Ralph Guichard ( O Repórter.com) e Ricardo Almeida. 01/02/2010
Bateria da Vila dá showNão fosse um pequeno erro na entrada da bateria no recuo, o ensaio seria perfeito
No alto do céu azul, praticamente sem nuvens, a Lua cheia irradiava luz para a Marquês de Sapucaí. Também de lá de cima, de um local com as mesmas cores da Unidos de Vila Isabel, Noel Rosa deve estar orgulhoso do ensaio técnico que a agremiação realizou nesse domingo (31). Repetindo o excelente desempenho do primeiro treinamento, feito ainda em 2009, a escola deu um show no Sambódromo, comprovando que tem tudo para brigar pelo título do Grupo Especial, em 2010. Com o presidente de honra e compositor do samba-enredo que a azul e branca vai cantar este ano à frente da escola, a Vila começou a exibição cheia de gás. A alegria ia dos componentes à Martinho da Vila, que contou em entrevista o sentimento que estava cercando aquele momento: - Sinto como se fosse o meu primeiro desfile, brincou o sambista. A comissão de frente, organizada pelo coreógrafo Marcelo Misailidis, animou as arquibancadas com palmas e samba no pé. Os dançarinos estavam com trajes simples, que lembravam boêmios. Já o casal de mestre-sala e porta-bandeira, mesmo não apresentando a coreografia oficial que pretende usar na segunda-feira de Carnaval, encantou os foliões com uma graciosa apresentação. Julinho e Rute mostraram continuar com bastante entrosamento, o mesmo que rendeu aos dois diversos prêmios em 2009. A bateria, comandada por Mestre Átila, voltou a dar show. Marcação pesada e ritmo cadenciado, executou paradinhas e ousou nas convenções de forma perfeita. Tem seus componentes na mão e, de tão seguro, não leva nem apito pra avenida. Nem ele, nem seus diretores. A bateria da Vila está no caminho certo para voltar a conquistar notas máximas. Mas um pequeno vacilo da harmonia no momento em que a bateria se apresentava no quarto módulo, fez com que um buraco fosse formado entre a ala da frente e a bateria. Não fosse isso, seria um ensaio perfeito. Ao final, com um ensaio que mais parecia desfile oficial, tamanha a dedicação e garra da escola, o reflexo da fase atual da escola refletia entre as alas: - Ninguém tira esse campeonato da gente não, afirmou um confiante e irradiante componente.
A Vila Isabel é a quinta escola a desfilar na segunda-feira de carnaval. |
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Por Ralph Guichard (O Reporter.com). 01/02/2010
Grande Rio tropeça mais uma vez
Recheada de artistas e personalidades, a Grande Rio foi a segunda escola a realizar o ensaio técnico para o carnaval carioca nesse domingo (31). Apesar de tentar corrigir as notórias falhas que existiram no primeiro treinamento, no último dia 17, a tricolor acabou tropeçando novamente no excesso de convidados que levou para a pista, sendo prejudicada mais uma vez em Evolução. A comissão de frente iniciou bem o desfile da caxiense. Com a presença da atriz Cris Vianna, os integrantes realizavam passos típicos de sambistas. Até os encarregados de empurrar o tripé, que fazia parte da apresentação, tinham participação na coreografia. Quando paravam em frente aos módulos dos jurados, eles pegavam pandeiros e demonstravam habilidade com o instrumento, que giravam entre os dedos. Porém, não demorou muito para as dificuldades começarem a surgir. Em frente a um dos camarotes onde ficarão os julgadores, um buraco foi formado, em função da desatenção dos responsáveis por comandar a Harmonia de uma das alas. Além disso, a tricolor oscilou bastante quando o assunto foi a empolgação dos componentes. Enquanto alguns setores mantinham a letra na ponta da língua, esbanjando alegria, outros passavam mudos e apáticos. Por outro lado, longe de problemas, as homenagens constituíram o grande ponto forte da exibição. Em uma delas, o consagrado carnavalesco Joãosinho Trinta acenava para o público, que retribuía o carinho com aplausos. No final, o enorme trio elétrico que a escola levou para substituir o carro de som cedido pela organização do evento, acabou embaraçando ainda mais o ensaio, uma vez que apresentou problemas técnicos. Em cima dele, mais convidados da escola, já que os próprios intérpretes vieram no chão. O enredo que a Grande Rio prepara é “Das arquibancadas ao camarote número 1, uma Grande Rio de emoção, na Apoteose do seu coração”, do carnavalesco Cahê Rodrigues. |
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Por Ralph Guichard (O Reporter.com). 01/02/2010
Renascer de Jacarepaguá leva o fundo do mar para a Sapucaí
Em dia de forte calor no Rio de janeiro, a Renascer de Jacarepaguá levou a água para o Sambódromo, abrindo a noite de ensaios técnicos desse domingo (31). Com os componentes demonstrando alegria na Avenida, a escola do Grupo de Acesso A agora espera o sábado de folia, quando vai desfilar com o enredo “Aquaticópolis”. |
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Da redação. 31/01/2010
Portela fez o dever de casa
A azul e branco de Madureira aproveitou muito bem seu ultimo ensaio técnico na Marquês de Sapucaí. Menor do que o ensaio anterior, pode evoluir melhor e sem correria. Ajudada por sua fiel torcida, que lotou os setores três e cinco, a Portela foi correta em todos os sentidos. O samba, apesar de não ser nenhuma obra-prima e estar longe do que seus compositores já fizeram em outros anos, funcionou e foi cantado por toda a escola, do início ao fim. Aliás, o canto dos componentes foi um dos pontos altos do ensaio. A comissão de frente apresentou passos que parecem ser os que serão usados no desfile oficial, e cumpriu seu papel. Lucinha Nobre e Rogerinho, porta-bandeira e mestre-sala, estão afinados em sua dança e não cometeram nenhum deslize. Harmonia e evolução funcionaram sem maiores percalços. As alas vieram compactas, e para que não se misturassem, vieram com camisas em tons de azul e branco intercalados, facilitando muito o trabalho dos ditetores. A bateria de mestre Nilo Sérgio é uma das melhores do grupo especial, mas hoje estava oscilando em seu andamento. O desenho do naipe de tamborins é um pouco confuso, mas não chega a comprometer. A marcação, como sempre, estava pesada e as caixas foram um dos pontos altos. Como sabemos, a Portela é uma escola que sabe desfilar. Tem a harmonia na mão e evolução idem. O fato de ela ser muito grande não compromete em nada, porque sempre foi assim. Então, temos que respeitar a comunidade de Oswaldo Cruz e Madureira. Hoje, ela sobrou na turma. A Portela será a terceira escola a desfilar na segunda-feira de carnaval. |
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Da Redação. 31/01/2010
Porto da Pedra deixa a desejar
O Tigre de São Gonçalo não mostrou suas garras na Sapucaí neste ultimo ensaio técnico antes do desfile oficial. Depois da confusão no setor 1 envolvendo Solange Gomes e a passista Ana Paula Marins antes mesmo do início do ensaio, a Porto da Pedra ficou devendo. O samba não funcionou, mesmo com Luizinho Andanças tendo bom desempenho. Menor que no ensaio anterior, a Porto da Pedra invadiu a Sapucaí com muita força no canto e na evolução. Mas o andamento mais rápido do samba parece ter tirado o fôlego dos componentes já no setor 5. Os desfilantes, é verdade, estavam soltos e participavam ativamente com a platéia, que respondia única e exclusivamente nos refrões. Muitas alas passaram quase quietas, com componentes desatentos e caminhando na avenida, em sua maioria de alas comerciais. Para dividir os espaços correspondentes aos carros alegóricos, a agremiação utilizou-se de tripés, onde cada setor era demonstrado em placas. Destaques de chão vinham à frente de cada um deles. A direção de harmonia, mesmo assim, saiu do Sambódromo com o sentimento de dever cumprido. A comissão de frente apresentou alguns dos movimentos que são do desfile, mas na maior parte do ensaio preocupou-se mais com a ocupação dos espaços e recepcionar a escola. O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Diego e Alessandra, fizeram boas apresentações nos dois primeiros módulos. Alessandra conseguiu manter a bandeira girando em quase todo o ensaio e sem a desagradável presença do vento, que tornou-se um tormento para as porta-bandeiras. A bateria de mestre Thiago Diogo estava mais acelerada, e este andamento ainda não parece ser o ideal. O ritmo oscilou durante todo o percurso, hora mais rápida, hora mais lenta. As paradinhas estão encaixadas e muito bem executadas. Os naipes de surdo de terceira e tamborim são os grandes momentos da bateria, com desenhos que dão vida ao samba. As liras também estiveram no coração da escola, fazendo uma apresentação que terminou ovacionada no Setor 1, mas que no caminhar da avenida ficam abafadas pelos chocalhos e tamborins. A rainha de bateria Valesca marcou presença, mas de forma mais discreta que no primeiro ensaio. O carro de som foi outro problema, mesmo tendo Luizinho Andanças, que é hoje um dos melhores intérpretes do carnaval. O cavaquinho estava visivelmente atrasado em relação a bateria. Da torre de TV, quando a bateria parava, era nítido. A Porto da Pedra será a segunda escola a desfilar na Segunda-Feira de Carnaval com o enredo "Com que roupa eu vou? Pro samba que você me convidou..." |
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Por Bruno Guedes (O Repórter.com). 31/01/2010
Estácio mostra garra de quem quer voltar ao grupo de elite
Ninguém morreu de emoção, como dizia o samba, mas a Estácio de Sá mostrou a força da sua comunidade em seu único ensaio técnico na Sapucaí, na noite deste sábado. A bateria comandada pelo Mestre Chuvisco levantou as arquibancadas e o bom samba contagiou os foliões e espectadores. Destaque também para o experiente e competente Serginho do Porto, que conseguiu impor uma identidade ao hino oficial da agremiação, que esse ano traz o enredo "Deixa Falar. A Estácio é isso aí! Eu visto esse manto e vou por aí..." Com um número não tão grande de componentes, o que surpreendeu muita gente, já que a Estácio literalmente "joga em casa", por ser vizinha ao Sambódromo, a escola do Morro do São Carlos entrou bastante animada na pista de desfile. Logo no esquenta, com o "Tititi do Sapoti", levantou as arquibancadas dos setores mais populares. Quando o treino foi pra valer, quem estava na pista de desfile cantou o samba com muita força durante quase todo o ensaio. As primeiras alas passaram cantando com tanta garra, que em alguns momentos era mais forte que o carro de som. Após a saída da bateria do primeiro recúo, a harmonia caiu, mas se mantendo num excelente nível, ainda assim. A Comissão de Frente mesclou passos da coreografia oficial e outros movimentos que pareciam apenas saudar o público na Sapucaí. A evolução da escola esteve bem, com bastante vibração e ocupando totalmente a pista. Só um pequeno problema de andamento das alas que acabou atrapalhando outros setores. Como estava muito devagar até o início, a escola teve que acelerar a evolução e acabou prejudicando o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira e a bateria. Mas o ensaio terminou dentro do tempo estabelecido e agradou a direção, segundo o diretor de carnaval, Marco Aurélio: - Fizemos um bom ensaio, com a força e a vibração da Estácio. Isso aqui é um treino, se houve erros e acertos, vamos analisar, conversar e se preciso, corrigir. A bateria do Leão do Estácio, aliás, foi um caso a parte. Mais devagar que de costume, executou todas as paradinhas com precisão até o Setor 9, onde a harmonia acelerou um pouco a escola e acabou atrapalhando em uma bossa. Sendo executada enquanto caminhava, os surdos de terceira tiveram um leve descompasso, juntamente com o intérprete Serginho do Porto. O problema não foi tão percebido pelos componentes e muito menos comprometeu o ensaio. Já no segundo recúo, um problema na distribuição dos instrumentos, após a inversão das mesmas, haja vista que a entrada foi feita de forma direta, quase terminou com briga entre diretores e ritmistas. Alguns surdos ficaram isolados de caixas e repiques, o que irritou a todos. Ânimos acalmados, o show da bateria Medalha de Ouro continuou, sempre com a afinação forte e precisa das marcações. Uma das supresas para o carnaval são as bossas que foram feitas nos principais momentos da escola na década passada, como o afoxé de 1992 e o ato dos ritmistas levantarem os instrumentos, em 1996. À frente da bateria veio um dos compositores do samba, Gusttavo Clarão e um dos homenageados do enredo e presença marcante da escola, Dominguinhos do Estácio. A Estácio será a 11ª escola a desfilar no Sábado de Carnaval, pelo Grupo de Acesso A.
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Ensaios Técnicos de 23/01 a 24/01/2010
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Por Vicente Almeida. 25/01/2010
Tijuca sacode a Sapucaí novamenteEscola Tijucana mostra que ensaiar bem não é segredo pra mais ninguém
A Unidos da Tijuca deu mais um passo para revelar o mistério que é ganhar um carnaval. Como na última apresentação no mês passado, a azul e amarela do Boréu mostrou que pode ser considerada uma das favoritas ao campeonato. Com os componentes vibrando e soltos na avenida, a escola mostrou que deve fazer uma grande apresentação no dia do desfile oficial, pois nos dois ensaios que fez deu um verdadeiro “sacode” na avenida. Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira, samba na ponta da língua e a alegria do componente foram o grande destaque da noite. Com movimentos de forte expressão corporal e altamente sincronizados entre eles mesmos e sintonizados na letra do samba, os bailarinos comandados por Rodrigo Néri e Priscila Mota, mostraram que devem arrancar as notas máximas dos jurados. O grupo arrancava aplausos por todos os setores que passaram, sempre interagindo bastante com as arquibancadas, mesmo sem executar passos da coreografia oficial que será apresentada aos jurados. O casal de Mestre Sala e Porta Bandeira, Giovanna e Marquinhos, como antes veio com uma fantasia produzida especialmente para o treino dos dois nesta temporada, já que estréiam na escola em 2010. Com um entrosamento impecável, o casal mostrou que dificilmente perdem as notas máximas conquistadas nos últimos anos. Vale ressaltar que os dois formam um dos casais que mais se olham durante sua apresentação o que dá a sensação de grande intimidade e sintonia para quem assiste. A alas tijucanas, diferentemente de algumas escolas que colocam camisas da mesma cor em todas as alas para não deixar transparecer algum possível erro, vieram para o treino organizadas de maneira que uma ala vestia camisa azul e a outra camisa amarela para que não se misturassem. O que se viu, principalmente para quem observava a apresentação do alto foi uma escola vibrante e solta, mas organizada e sem buracos. A manobra de entrada da bateria no recuo foi executada de forma perfeita, mas na saída a demora de Mestre Casagrande em trazer os músicos novamente a pista de desfile, gerou um pequeno buraco em frente ao Setor 11. O canto da família tijucana foi quase que impecável durante o treino e em hora nenhuma a escola oscilou. A única ressalva foi em um momento que a bateria inteira parou durante o todo o refrão principal e como não havia uma guia de acompanhamento rítmico, houve um atravessamento geral, onde cada setor cantava uma parte do samba. A idéia foi boa, mas faltou entrosamento entre a direção de harmonia, o carro de som e a bateria. Mesmo assim pode-se notar a força do canto dos componentes da escola. A bateria de Mestre Casagrande se apresentou muito bem e comprovou na avenida por que leva o apelido de “Pura Cadência”. Perfeitamente entrosados com o carro de som, os ritmistas mostraram segurança na execução das bossas e das paradinhas. A bateria apresentou duas convenções muito bem ensaiadas e muito bem encaixadas na melodia do samba. O carro de som, sob o comando de Bruno Ribas, segurou o samba de Julio Alves, Marcelo e Totonho de uma forma que a animação do folião não diminuísse. Aliás, o samba de escola é um dos grandes trunfos da Tijuca para o desfile oficial e promete dar um verdadeiro sacode nas arquibancadas. Com o enredo “É segredo”, desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros e sob os olhares atentos do diretor de carnaval Ricardo Fernandes, a Unidos da Tijuca será a terceira escola a desfilar no domingo de carnaval. |
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Por Vicente Almeida. 25/01/2010
Mangueira faz ensaio literalmente técnicoComunidade comprou a idéia do enredo e defendeu o samba com força
De volta a Marquês de Sapucaí para realizar seu último ensaio técnico, a Estação Primeira de Mangueira passou bem pela avenida. Diferentemente do que fazia anos atrás e repetindo a fórmula dos últimos anos, a escola se apresentou de maneira bem técnica. Um dos trunfos da agremiação para tentar o título do carnaval é o samba-enredo. A obra foi abraçada pela comunidade que comprou a ideia de falar sobre a música brasileira na avenida. Mesmo com chuva, 40 mil pessoas estiveram presentes nas arquibancadas para curtir mais um fim de semana de ensaios técnicos na Avenida Marquês de Sapucaí. A comissão de frente, que neste ano leva a assinatura de Jaime Arôxa, se apresentou de maneira correta, fazendo uma apresentação que deu a impressão de ser a oficial. O casal de Mestre Sala e Porta Bandeia, Raphael Rodrigues e Marcella Alves se apresentaram bem como de costume. Por causa da chuva, Raphael treinou com os pés no chão e Marcella às vezes segurava sua bandeira com a mão, dependendo do módulo que se apresentava. Com uma mini-alegoria que trouxe o símbolo da escola, a Mangueira ganhou a avenida com alas bem compactas que não deixavam espaços entre elas, mas brincavam soltas sem a pressão e a cobrança costumeiras. Sob os olhares animados de Elmo José dos Santos, conselheiro da Mangueira e diretor da Liga Independente das Escolas de Samba, a direção de harmonia trabalhou de forma perfeita a entrada e a saída da bateria no recuo. Pode-se dizer que os ritmistas da verde e rosa executaram uma das melhores manobras dos ensaios técnicos dessa temporada. Nem a fina chuva que insistiu em cair durante todo o ensaio esfriou os componentes da verde e rosa. Com o samba na ponta da língua, poucas foram as alas que desfilaram sem cantar. Mesmo com uma leve queda no canto durante o refrão do meio e a segunda parte do samba, a comunidade mangueirense voltava a explodir no refrão e segurou o canto durante todo o treino. O carro de som foi um dos mais entrosados que passou neste temporada dos ensaios técnicos. Luizito segurou bem o samba, enquanto Rixxa sustentava a composição e Zé Paulo era o responsável pela maioria dos cacos entoados. Os três tenores mangueirenses comprovam que um carro de som pode ter mais de um intérprete de grande nome e que não precisa ser formado apenas por um medalhão e cantores de apoio. A bateria verde e rosa merece uma citação especial. Mostrando a mais pura tradição do ritmo mangueirense, os ritmistas mostraram um ritmo seguro com a marcação do “surdo um” batendo forte. As caixas e o toque dos repeniques também representaram bem o swing da escola. A rainha Renata Santos marcou presença com um vestido verde brilhante e samba no pé. Uma coisa que merece ser citada é a mudança de comportamento dos seguranças da escola. Responsáveis pelo apoio de desfile e pela segurança de alguns componentes da agremiação, eles eram conhecidos pela falta de educação e pela falta de consideração com quem trabalha dentro da avenida. Porém, a administração Ivo Meirelles parece que percebeu isso e corrigiu a falha, mostrando que tem consideração por quem trabalha na cobertura dos ensaios. Sob o comando dos carnavalescos Jorge Caribé e Jaime Cesário, a Estação Primeira de Mangueira, com o enredo “Mangueira é a música do Brasil”, será a última escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, dia 15 de fevereiro. |
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Por Ricardo Almeida. 25/01/2010
Rocinha mostra força, mas canto precisa melhorar
A Acadêmicos da Rocinha, que abriu a noite de ensaios neste domingo, fez um bom treino e mostrou que novamente vem pra brigar pelas primeiras colocações no grupo de Acesso A. Apesar do treino satisfatório, o canto dos componentes está aquém de uma escola que almeja disputar título. A comissão de frente, formada por 12 mulheres e três homens, fez uma boa apresentação sem maiores problemas. O casal de mestre-sala e porta-bandeira formado por Daniel Elegância e Alessandra Chagas não comprometeu. O casal mostrou entrosamento e leveza na dança, como deve ser, e se apresentaram com a fantasia do ano passado. As alas vieram sem espaços entre si, mas dentro delas um pouco de desorganização, e várias delas deixando as laterais da pista por vezes sem ocupação, num vacilo da harmonia. Os componentes estavam soltos e alegres, porém sem fazer o trivial, que é cantar o samba. Muitos passaram calados e outros tantos não sabiam o samba por completo. Um dos pontos altos do ensaio foi o intérprete Leléu, que levou o samba com firmeza. A bateria de mestre Maurão também esteve bem, com bons desenhos dos tamborins e marcação forte, com um bom andamento. À frente dela, Fábia Borges, rainha de bateria, exibia suas curvas numa fantasia de índia. A entrada e saída do box foi executada de forma correta. A Acadêmicos da Rocinha será a décima escola a desfilar no sábado de carnaval com o enredo “Ykamiabas”, de autoria do carnavalesco Fábio Ricardo. |
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Por Vicente Almeida. 24/01/2010
Imperatriz: O samba que tem uma escola
O que era para ser uma grande apresentação se transformou em uma das maiores decepções da era dos ensaios técnicos. O treino da Imperatriz Leopoldinense, que era aguardado com ansiedade por todo mundo que tem, pelo menos, um pouquinho de intimidade com o carnaval, foi decepcionante. Até o samba, tido como o melhor pela maioria das pessoas que acompanham o carnaval, não rendeu e passou de maneira arrastada e sem empolgação. A chuva e o atraso de uma hora e meia no início dos trabalhos ajudaram a esfriar os ânimos das poucas pessoas que compareceram para acompanhar o treino. Definitivamente, o torcedor verde e branco de Ramos arranjou alguns motivos para se preocupar até o próximo teste na avenida, mês que vem. Um dos poucos pontos fortes do ensaio foi a Comissão de Frente, comandada por Regina Sauer. Os bailarinos mostraram entrosamento e leveza, tentando deixar a obviedade de lado. Em todos os setores que passava, a comissão mexia com o público. A Imperatriz Leopoldinense aproveitou para fazer o esquenta da bateria, ainda no setor um. Mesmo cantando o samba de 2009, percebíasse que algo estava errado. O intérprete Dominguinhos não participou, deixando que seus auxiliares do carro de som fizessem a festa com sambas do Cacique de Ramos. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Bira e Verônica, não estavam em uma noite muito feliz. Na apresentação do módulo um, por exemplo, os dois se tocaram algumas vezes e não pareciam estarem cem por cento. Ainda por cima as alas que estavam à frente do casal em muitos momentos não pararam para a apresentação do mesmo, o que gerou grandes buracos na avenida. A bateria de Mestre Marcone, que se notabilizou nos últimos anos pelo andamento que imprimia no samba, trouxe a bateria da escola totalmente para trás e imprimiu um andamento muito lento no samba. O Mestre trouxe um grande número de bossas para o treino, o que deve diminuir muito no dia do desfile. O aclamado samba de Guga e Cia não caiu nas graças dos foliões. Com um andamento mais lento, a obra acabou fazendo que os integrantes perdessem fôlego e, em alguns casos, os integrantes de ala estavam conversando ilimitadamente. A bossa feita na primeira parte do samba está bem feita, mas a bossa que entra quando o samba faz uma espécie de oração, no traço que começa com “ ÓH DEUS PAI ...”, não está legal. A repicada de instrumentos que acontece quando eles voltam, está embolando a bateria para quem houve de longe. Em vários momentos, o intérprete oficial, Dominguinhos do Estácio, deu a impressão de estar entrando atrasado com o canto em relação à bateria, que só se acertou depois de entrar no segundo recuo. Com a bateria batendo mais lenta e com o samba sem render, a escola que cantou de maneira razoável, acabou apresentando muitos problemas em harmonia e em evolução. Uma sequência grande de alas passou pela avenida conversando ou simplesmente sem fechar a boca. Apesar de presente o canto da escola foi fraco. Outro ponto que a diretoria de harmonia deve prestar mais atenção é a evolução da escola. Além do problema gerado em frente ao módulo um, quando o casal se apresentava, as manobras de entrada e saída da bateria no recuo não foram executadas da maneira mais aconselhável. Na entrada, as alas da frente que sucediam os ritmistas não pararam e gerou um buraco que apesar de ser coberto pelas passistas provocou uma correria danada nas alas que vinham atrás. Na saída do recuo, o mesmo problema. As alas da frente não pararam para esperar os músicos que encerrariam o ensaio e acabaram deixando um pequeno espaço. Buracos entre alas e muitas delas espaçadas dento de si, foram mais alguns dos problemas da escola. Em alguns versos, componentes confundiam uma parte com outra parte da letra. Pode estar faltando algo para que o carro de som se harmonize com a bateria e, assim, fazer com que o canto dos componentes fique à contento. Com o enredo “Brasil de todos os Deuses”, de autoria do carnavalesco Max Lopes, a verde e branca de Ramos retorna a Passarela do Samba, no dia 6 de fevereiro, para seu teste final, onde fará mais um treino para o desfile oficial. |
Ensaios Técnicos de 16/01 a 17/01/2010
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Por Ralph Guichard (O Reporter.com). 17/01/2010
Grande Rio tropeça em seu gigantismo
Com um excelente público presente no Sambódromo, a Grande Rio encerrou o fim de semana de ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí, nesse domingo (17). A escola começou bem seu ensaio, com componentes animados, mas no entanto acabou por enfrentar problemas no quesito, o que prejudicou o desempenho da tricolor. Repleta de celebridades, a agremiação conseguiu atrair facilmente a atenção dos foliões, que lotavam as arquibancadas. Sempre presente na escola de Duque de Caxias, a atriz Susana Vieira expressou a vontade que possui de conquistar um título do Grupo Especial carioca: "A gente quer sempre ser o primeiro lugar, não é? Todas as escolas entram com o mesmo pensamento, é muito difícil escolher, mas o Rio de Janeiro está de parabéns por essa festa”, contou a atriz. Empolgados, os integrantes da maior parte das alas mostraram não ter dificuldades com o samba, interpretado por Wantuir. Entretanto, orientados pelos diretores de Harmonia, no meio da apresentação, os componentes foram obrigados a acelerar o passo, pois a entrada da bateria no recuo provocou um buraco entre os setores. Enquanto isso, a bateria de Mestre Ciça oscilou bons e maus momentos. O ritmo não se manteve o mesmo durante o percurso e a marcação está embolada. As bossas foram realizadas sem percalços, mas em uma delas, onde a bateria para por completo, o tempo em que ela se mantém em silêncio está grande demais e atrapalha o canto porque os componentes perdem a referência, já que nos ensaios não se tem as caixas de som da avenida como apoio. Já o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Sidcley e Squel, preferiu não fazer mistério na coreografia. Convicto de ter feito uma boa escolha, Sidcley explicou o motivo da decisão: "Treino é treino e jogo é jogo, mas hoje não é um treino, é um jogo. É como um carnaval fora de época. Nós vamos mostrar tudo que nós ensaiamos. Se tiverem alguns errinhos, nós vamos consertar depois, mas é a coreografia oficial", garantiu o parceiro de Squel. A coreógrafa Adriana Salomão, responsável por auxiliar e acompanhar a preparação do casal, também apoiou a escolha: “Na verdade, eles querem fazer um verdadeiro ensaio. Eles não vão esconder”, confirmou Adriana. Ela acrescenta, ainda, quais têm sido as prioridades nos trabalhos com a dupla: “A gente está trabalhando mais a leveza, a suavidade, a transição de movimentos”, disse a coreógrafa. Quem também esteve presente na escola da Baixada Fluminense foi o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Chiquinho e Maria Helena. Eles, que fizeram história na Imperatriz Leopoldinense, vieram em uma ala junto com Vilma Nascimento, ex-Portela. Todos serão homenageados no desfile da Grande Rio, relembrando momentos históricos do Sambódromo. Quando a exibição da tricolor já se encaminhava para o fim, mais problemas. Sem conseguir lidar com o grande número de componentes e de tripés, mais buracos foram abertos. Como consequência, novamente a correria tomou conta dos setores, dessa vez com mais intensidade. Para a torcida, que levou diversas faixas em homenagem à caxiense, no entanto, nada disso importava, já que a vibração continuou até o final. Esse ano, a Grande Rio virá para a Avenida com o Enredo “Das arquibancadas ao camarote número 1, uma Grande Rio de emoção, na Apoteose do seu coração”. |
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Por Bruno Guedes (O Reporter.com). 17/01/2010
Viradouro em noite "caliente"Comunidade marcou presença e cantou o samba com muita valentia
Com um bom número de componentes, a Unidos do Viradouro fez um bom ensaio na noite deste domingo na Sapucaí. Apesar da difícil assimilação do samba sobre o enredo "México, o Paraíso das Cores, Sob o Signo do Sol", por parte das arquibancadas, a escola saiu-se bem no quesito harmonia e garantiu uma boa evolução por parte dos integrantes. A bateria de Mestre Jorjão foi um dos destaques, junto do belo casal de mestre-sala e porta-bandeira. Com quase duas horas de atraso, a Viradouro iniciou seu ensaio com o samba de 1998, "Orfeu - O Negro do Carnaval" e levantou a Marquês de Sapucaí. O estreante na escola Wander Pires pediu garra dos componentes e recebeu a resposta já nos primeiros momentos do hino para o próximo carnaval. O bom carro de som teve um retorno esperado, segundo Wander, para a obra de 2010: - A escola está ensaiando exaustivamente, esperávamos uma boa resposta e ela veio. A comunidade de Niterói é muito forte. Sem correria ou espaços entre as alas, a evolução foi quase impecável, se não fosse a falha que aconteceu logo após a saída da bateria do recuo, onde a escola não segurou a ala que vinha à frente e um pequeno buraco se abriu. A harmonia trabalhou rápido e contornou sem maiores problemas. A Viradouro utilizou também de um tripé com destaque fantasiado em cima, como se fosse abre-alas e marcando o espaço para o dia do desfile oficial. A harmonia da escola também teve um bom desempenho, com a maioria das alas cantando forte o samba. Mas ainda há alguns poucos componentes que não sabem a obra por completo ou cantam apenas o refrão. Visivelmente percebia-se a diferença entre alas de comunidade e comerciais, porém todas passaram cantando. Na totalidade, a Viradouro fez um bom ensaio nesse quesito. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Robson e Ana Paula, fizeram uma dança segura e muito bonita. Sem o vento que costuma atrapalhar, Ana Paula conseguiu manter o pavilhão vermelho e branco aberto durante quase todo o ensaio. Como são casados, o entrosamento entre ambos passa pelos olhos. Em uma das evoluções para a arquibancada, apenas com o movimento da cabeça, Róbson e Ana Paula se cumprimentam e "entram" para a apresentação. Belíssimo momento do ensaio. De volta a escola após 12 anos, Mestre Jorjão relembrou os velhos tempos e novamente utilizou a famosa paradinha funk. Em sua apresentação para o setor 7, o público foi ao delírio com a bossa. Aliás, muitas paradinhas foram feitas ao longo da pista, num total de cinco. A diferença do trabalho dele para o antecessor, Ciça, já pode ser percebida no andamento mais devagar, mas ainda assim acelerado, e nas afinações das marcações. O ritmo forte das caixas, característica do mestre anterior, também estava diferente. Esse foi o único ensaio da Viradouro na Sapucaí. A escola continua ensaiando sua comunidade semanalmente em Niterói até o desfile oficial, quando será a quarta agremiação a desfilar no domingo de carnaval. |
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Por Ralph Guichard (O Reporter.com). 17/01/2010
São Clemente traz um choque de animação para o SambódromoBastante empolgada, escola de Botafogo abriu os ensaios técnicos de domingo
No lado de fora do Sambódromo, nas imediações da Praça Onze, guardas municipais e reboques da Prefeitura combatendo a desordem urbana. Dentro da Passarela do Samba, a São Clemente, que traz o enredo “Choque de Ordem na folia”, abriu a noite de ensaios técnicos deste domingo (17). Demonstrando bastante empolgação, os componentes eram só alegria. Sob o comando do coreógrafo Caio Nunes, a comissão de frente da preto e amarela veio para a avenida realizando uma coreografia que lembrava a ação de guardas. Com escudos de arame e pedaços de madeira simbolizando cassetetes, os dançarinos evoluíram com muita firmeza. Quem também demonstrava felicidade era a ala das baianas. Com cerca de 50 integrantes, as senhoras não escondiam o sorriso no rosto, na medida em que giravam suas saias nas cores da agremiação. Já o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcelinho e Jaqueline, tentaram passar para o público um pouco da coreografia que pretendem usar no desfile oficial. Segundo Marcelinho, a intenção principal era observar como a dança iria fluir na avenida: "Nós vamos fazer realmente a coreografia. Vamos ver o que a gente vai poder aproveitar, se vai ser realmente essa. Vamos procurar fazer o melhor", contou o mestre-sala, ainda na concentração. Já a porta-bandeira Jaqueline, estreando na agremiação, mostrou estar satisfeita com o momento: “Estou muito feliz na escola, com o meu mestre-sala, que é bem meu amigo, e tenho certeza que vai dar tudo certo”, afirmou a porta-bandeira, que em 2009 defendeu as cores do Império Serrano. A bateria, comandada por Gilberto Almeida, apresentou cinco diferentes desenhos. Na dispersão, o Mestre fez questão de cumprimentar os ritmistas. De acordo com ele, o resultado ficou acima das expectativas: “Foi até melhor do que a gente esperava. Pelo tempo que a gente teve para ensaiar e pela quantidade de desenhos que nós fizemos, poderia até acontecer um erro ou outro, mas, graças a Deus, a bateria foi perfeita”, declarou o diretor. Por outro lado, apesar do balanço positivo na maior parte dos setores, determinadas alas ainda passaram sem cantar o samba. Além disso, algumas estavam com os componentes embolados, sem fileira definida, o que acabou atrapalhando alguns segmentos. Na entrada da bateria no recuo, a agremiação precisou acelerar um pouco, a fim de tapar um pequeno buraco que se formou. Isso aconteceu pela indefinição se a bateria iria ou não entrar nos box. No entanto, de acordo com o presidente Renato Almeida Gomes, isso é normal, e o objetivo principal foi cumprido com êxito: “Hoje nós não estamos com os carros alegóricos e não trouxemos os nossos rádios de comunicação, e isso influi bastante. Foi triunfal. Todo mundo alegre e feliz. O ensaio técnico é algo para aprimorar, mas nós fizemos um desfile de verdade. Parecia que já estávamos disputando o título", disse o presidente. Ao fim do treinamento, na Praça da Apoteose, guardas municipais de verdade continuavam a interagir com o enredo da escola, na medida em que reprimiam vendedores ambulantes, que agiam dentro do local de dispersão. No desfile oficial, a São Clemente vem para a Avenida no sábado de Carnaval, quando pretende disputar o título do Grupo de Acesso A do Rio de Janeiro. |
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Por Ralph Guichard (O Reporter.com). 16/01/2010
União da Ilha do Governador leva o público ao delírioSob gritos de ‘a União voltou’, escola faz ensaio com bastante energia
Com um início de desfile arrasador, tamanha a empolgação dos componentes e do público, que compareceu em bom número na Sapucaí para prestigiar a escola, a União da Ilha do Governador realizou nesse sábado o segundo e último ensaio técnico que tem direito, no Sambódromo. Contagiada pelo forte refrão do samba, a insulana demonstrou que voltou com toda a força para a divisão principal do carnaval carioca. |
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Por Ralph Guichard (O Reporter.com). 16/01/2010
Impulsionada pelo samba, Caprichosos de Pilares faz a festa na SapucaíCom o mesmo enredo que trouxe em 1985, azul e branca mata um pouco da saudade do público
Nostalgia não faltou no ensaio técnico da Caprichosos de Pilares, nesse sábado (16), no Sambódromo. Motivados pelo samba de Almir de Araújo, Balinha, Marquinho Lessa, Hércules e Carlinhos de Pilares, composto originalmente para o carnaval de 1985, os integrantes demonstraram bastante animação, relembrando fatos do passado. Para representar a azul e branca, uma enorme bandeira era carregada logo no início do desfile. À frente do símbolo da escola, alguns membros da velha-guarda demonstravam euforia. Com vários componentes de meia idade, o canto foi entoado com facilidade pela comunidade de Pilares. Quem também aproveitou foi o público, que pôde ver de perto a única agremiação do Grupo de Acesso A que irá reeditar um samba-enredo no desfile de 2010. |
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Da Ralph Guichard. 16/01/2010
Inocentes de Belford Roxo abre fim de semana de ensaios no SambódromoPresidente Reginaldo Gomes reconhece problema em canto de alguns componentes
Com as arquibancadas recebendo um público inferior aos últimos ensaios técnicos, a Inocentes de Belford Roxo, escola do Grupo de Acesso A do carnaval carioca, foi a primeira a passar pela Avenida Marquês de Sapucaí nesse sábado (16). Ao som da bateria liderada por Douglas Botelho, Mestre Jean e Mestre Washington e da voz do intérprete Nino do Milênio, faltou canto e animação para algumas alas da tricolor. A comissão de frente veio leve, com uma roupa comum e poucos apetrechos, demonstrando uma dança simples. Segundo a coreógrafa Alessandra de Oliveira, a apresentação oficial terá muito mais recursos: "A coreografia oficial tem apenas alguns traços dessa. A gente não fez a mesma que vai fazer no dia do desfile. Foi um pedido do presidente da escola", afirmou a responsável pelo quesito na Inocentes. Apesar do resultado obtido no último Carnaval, quando ficou na penúltima colocação, o mestre-sala Marcinho Simpatia demonstra otimismo em um bom resultado em 2010: “Todo mundo quer ganhar, não é? Mas a Inocentes de Belford Roxo vai vir com muita garra na Avenida”, garante o par da porta-bandeira Priscila Domingues. Mesmo sendo apenas um treinamento, dois quesitos ficaram aquém das expectativas: Harmonia e Evolução. Embora não tenha sido formado nenhum buraco entre os setores, faltou empolgação em parte dos componentes da Baixada Fluminense, que também tiveram dificuldades com o samba. O presidente da agremiação, Reginaldo Gomes, concorda que esses foram os principais problemas: "Algumas alas não foram ensaiar em Belford Roxo e precisam treinar mais o canto para chegar bem no dia do desfile", avaliou o presidente, que também está na presidência da Liga das Escolas de Samba do Grupo de Acesso, a Lesga. Em 2010, a Inocentes de Belford Roxo desfila no sábado de folia, com o enredo “Água para prover a vida”.
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