Aniversariantes do mês:

 

 

 


Por Amilton

 

 

 

 

Nesta edição vamos falar de uma agremiação que em muito influenciou para a revolução da parte estética no carnaval carioca, e proporcionou essa importância astronômica dada para a parte visual nos desfiles atuais. Uma escola que de 1993 para cá não sabe o que é estar de fora das 6 primeiras colocadas, e de 1974 até hoje isso apenas aconteceu 3 vezes, e foram três 7° lugares. Estamos falando de nada mais nada menos que G.R.E.S. BEIJA-FLOR DE NILÓPOLIS.

A Beija-Flor de Nilópolis nasceu como um bloco carnavalesco formado por integrantes do extinto “Bloco do Irineu Perna de Pau” nas comemorações do natal de 1948. Entre seus fundadores estavam João Pessoa, Negão da Cuíca (Milton de Oliveira), Edinho do Ferro Velho (Edson Vieira Rodrigues), Helles Ferreira da Silva, Mário e Walter Silva, Hamilton Floriano e José Fernandes da Silva.

Organizados, decidiram fazer a reunião oficial do bloco que ocorreu no Grêmio Teatral de Nilópolis, onde o Negão da Cuíca foi eleito seu presidente e Edinho do Ferro Velho como secretário.

O grupo não conseguiu chegar a um consenso sobre o nome que a nova agremiação carnavalesca deveria ter, até que Dona Eulália, inspirada no Rancho Beija-Flor que existia em Marquês Valença, propôs que a denominação escolhida fosse ASSOCIAÇÃO CARNAVALESCA BEIJA-FLOR. Todos convencidos, Dona Eulália, que era a mãe do então presidente, foi admitida como uma das fundadoras daquela que viria a ser uma das mais gloriosas e prestigiadas escolas de samba do Brasil. As cores seriam o azul-e-branco, e a sua madrinha o G.R.E.S. Portela.

Helles Ferreira da Silva, às vésperas do carnaval foi eleito o presidente em caráter definitivo da recém-criada agremiação, e, a presidiu até 1953.

Em 1953, o vitorioso bloco Associação Carnavalesca Beija-Flor foi inscrito por Silvestre David dos Santos (Cabana), integrante da ala dos compositores, como escola de samba, na Confederação das Escolas de Samba, para o primeiro desfile oficial em 1954, no segundo grupo.

Para assumir a presidência dessa nova fase que a escola vivia, foi eleito José Rodrigues Senna, que consagrou a escola como campeã do 2ºGrupo, chegando já em 1955 ao grupo da elite do samba da Guanabara.

A escola não conseguiu manter-se entre as grandes agremiações, só voltando a aparecer, e de forma definitiva, no antigo Grupo 1, à partir de 1974, com o enredo “Brasil ano 2000” e em 75 com “O Grande Decênio”, ambos enredos tipo “chapa branca” que tantas críticas trouxeram à escola. Porém, em 1976, a Beija-Flor daria sua grande virada. Querendo tornar-se competitiva, a escola mirou nos Acadêmicos do Salgueiro, que era a escola de maior sucesso e bicampeã do carnaval naquele momento, e foi lá buscar os trunfos que mudariam sua história.

Contratando Joãosinho Trinta e Laíla, a dupla levou muito conhecimento adquirido nos vitoriosos carnavais do Salgueiro, bem como integrantes e destaques da escola tijucana, para Nilópolis. Com o enorme respaldo que obtiveram, total receptividade por parte da diretoria da escola e grande apoio financeiro, o resultado não poderia ser outro a não ser um histórico tri-campeonato e a quebra pela primeira vez na história da hegemonia das quatro grandes no carnaval (Mangueira, Portela, Salgueiro e Império Serrano).

De lá pra cá a escola construiu uma trajetória de absolutos sucessos e carnavais inesquecíveis, com momentos que ficaram para sempre na história carnavalesca brasileira. Com oito campeonatos, entre os quais merece um destaque todo especial os desfiles de 1978, A Criação do Mundo na Tradição Nagô de 78, e o Sol da Meia Noite em 80, a Beija ousou e deu continuação a revolução estética que Joãosinho Trinta já vinha desenvolvendo no Salgueiro.

Foram 17 anos com o reinado de João, e sem dúvida, o maior marco foi o carnaval “Ratos e Urubus larguem a minha fantasia”, de 1989, um desfile apoteótico e surpreendente. Depois de João a escola passou por uma fase de transição com carnavalescos que tentavam dar uma nova marca à escola, como Maria Augusta e Milton Cunha. Acostumada a grandes conquistas, amargou uma longa estiagem de títulos, o que só voltaria a acontecer em 1998, mesmo assim empatando com a Mangueira, que tinha sido a escola que mais pontuou pelos jurados naquele ano.

Com uma síndrome incrível de quatro vice-campeonatos (99-02), com desfiles brilhantes e que todos sonhavam com o campeonato, a escola só viu quebrar sua síndrome em 2003, quando finalmente deixou de ser vice para voltar a reinar como absoluta campeã do carnaval carioca, sagrando-se campeã também em 2004, 2005 e 2007.

 


Ano

Enredo

Carnavalesco

Colocação

Grupo

1954

O caçador de esmeraldas

Cabana

2

1955

Páginas de ouro da nossa história

Nilo

1

1956

O gaúcho

Nilo

10°

1

1957

Riquezas áureas do Brasil

Augusto de Almeida

1

1958

Tomada de Monte Castelo

Benedito dos Santos

1

1959

Copa do mundo

Augusto de Almeida

12°

1

1960

Regência prima

Augusto de Almeida

1

1961

Brasília

Josefá

1

1962

Dia do Fico

Cabana

1

1963

Peri e Ceci

Josefá

10° (â)

1

1964

Café riqueza do Brasil

Cabana

12° (â)

2

1965

Lei do Ventre Livre

Cabana

3

1966

Fatos que culminaram com a Independência do Brasil

Augusto de Almeida

3

1967

A queda da Monarquia

Augusto de Almeida

2° (á)

3

1968

Exaltação a José de Alencar

Anésio

2

1969

Paquete do Exílio

Cabana

10°

2

1970

Quatro séculos de glórias

Abílio

2

1971

Carnaval - sublime ilusão

Abílio

2

1972

Bahia dos meus amores

Abílio

2

1973

Educação para o desenvolvimento

Manoel Antônio Barroso

2° (á)

2

1974

Brasil ano 2000

Manoel Antônio Barroso & Rosa Magalhães

1

1975

Grande decênio

Manoel Antônio Barroso & Rosa Magalhães

1

1976

Sonhar com rei dá leão

Joãosinho Trinta

1

1977

Vovó e o rei da saturnália na corte egipciana

Joãosinho Trinta

1

1978

A criação do Mundo na tradição Nagô

Joãosinho Trinta

1

1979

O paraíso da loucura

Joãosinho Trinta

 

1

1980

O sol da meia-noite, uma viagem ao país das maravilhas

Joãosinho Trinta

1

1981

A oitava das sete maravilhas do mundo

Joãosinho Trinta

1

1982

O olho azul da serpente

Joãosinho Trinta

1

1983

A grande constelação das estrelas negras

Joãosinho Trinta

1

1984

O gigante em berço esplêndido

Joãosinho Trinta

1

1985

A lapa de Adão e Eva

Joãosinho Trinta

1

1986

O mundo é uma bola

Joãosinho Trinta

1

1987

As mágicas luzes da ribalta

Joãosinho Trinta

1

1988

Sou negro, do Egito à liberdade

Joãosinho Trinta

1

1989

Ratos e urubus larguem minha fantasia

Joãosinho Trinta

1

1990

Todo mundo nasce nu

Joãosinho Trinta

Especial

1991

Alice no Brasil das maravilhas

Joãosinho Trinta

Especial

1992

Há um ponto de luz na imensidão

Joãosinho Trinta

Especial

1993

Uni-Duni-Tê, a Beija-Flor escolheu: é você

Maria Augusta

Especial

1994

Margareth Mee, a Dama das Bromélias

Milton Cunha

Especial

1995

Bidu Sayão e o Canto de Cristal

Milton Cunha

Especial

1996

Aurora do povo brasileiro

Milton Cunha

Especial

1997

A Beija-Flor é festa na Sapucaí

Milton Cunha

Especial

1998

O mundo místico dos Caruanas nas águas do Patu-Anu

Comissão de Carnaval

Especial

1999

Araxá, Lugar Alto Onde Primeiro Se Avista o Sol

Comissão de Carnaval

Especial

2000

Brasil, um coração que pulsa forte. Terra de todos ou de ninguém?

Comissão de Carnaval

Especial

2001

A saga de Agotime - Maria mineira Naê

Comissão de Carnaval

Especial

2002

O Brasil dá o ar de sua graça de Ícaro a Rubem Berta - O ímpeto de voar

Comissão de Carnaval

Especial

2003

O povo conta a sua história: "saco vazio não pára em pé". A mão que faz a guerra faz a paz.

Comissão de Carnaval

Especial

2004

Manôa - Manaus - Amazônia – Terra Santa: Alimenta o corpo,  equilibra a alma e transmite a paz

Comissão de Carnaval

 1°

Especial

2005

O vento corta as terras dos pampas. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito guarani. Sete Povos na fé e na dor... Sete missões de amor.

Comissão de Carnaval

 1°

Especial

2006

Poços de Caldas derrama sobre a Terra suas águas milagrosas: do caos inicial à explosão da vida, a nave mãe da existência

Comissão de Carnaval

Especial

2007

Áfricas, do berço real à corte brasileira

Comissão de Carnaval

1° 

Especial

2007

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Comissão de Carnaval

?

 

 

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