Aniversariantes do mês:

A equipe do Boletim do Samba parabeniza todos os Sambistas Aniversariantes do mês de Julho e deseja muita luz, paz e saúde. Que Deus lhes conceda muitos carnavais. Abraços!!!

ESPAÇO ABERTO
1- Cris 24/07
SETOR 1

1- Dieguinho Mocidade 05/07

2- Philip Nascimento 20/07

 

 

Por Afonso Celso

 


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IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE/2000 – “Quem descobriu o Brasil foi seu Cabral, no dia 22 de abril, dois meses depois do Carnaval.”

 

imperatriz_2000Caro Leitor, em virtude da realização do PAN do Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, nesta temporada, e que teve sua Abertura assinada por Rosa Magalhães, num trabalho admirável, congratulamos o evento como um todo, e, mais ainda a Nação brasileira, achamos por bem trazer nesta Edição um desfile memorável, que retratou fidedignamente a saga do Descobrimento do Brasil, mais um grande desfile assinado por Rosa Magalhães! O público presente ao maior espetáculo da Terra, se rendeu a um dos mais belos desfiles da  Marquês de Sapucaí. Em meio a um carnaval temático, todas as 14 escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro, fariam, com seus enredos, alusão a 500 anos da descoberta da “Terra Brasilis”. Coube à verde-e-branco de Ramos enfatizar em seu enredo, tão somente o ato do descobrimento destas terras pelos portugueses.  Historicamente falando, este acontecimento se deu no Século XVI, época em que os Ingleses, Portugueses e os Espanhóis aplicavam-se em empreender expedições à “além-mar”.  Grandes navegadores como Américo Vespúcio, o espanhol Vicente Pizon, e tantos outros que antecederam Pedro Álvares Cabral, a mando do Monarca português, o Rei D.Manoel que na ocasião tinha a missão de trazer das Índias, especiarias, perfumaria, temperos e condimentos para serem utilizados na produção de remédio, ouro, em fim, riquezas do oriente e que propositalmente ou não, mudou-se o curso da viagem e de repente avistaram uma terra desconhecida, um verdadeiro paraíso a céu aberto, deram de cara com os habitantes do lugar, índios aos milhares, que não entendiam a linguagem dos portugueses e ignoravam os costumes dos “brancos”. Na tripulação, além dos “funcionários da coroa”, estava Pero Vaz de Caminha, que escreveria a carta a Dom Manoel, descrevendo o Brasil. Passaram-se quarenta e dois dias desde que a armada chefiada pelo fidalgo português se lançara ao mar, com destino às Índias, com dez naus e três caravelas.  Haviam também um interprete que falava hindu e árabe, um grumete da Guiné e um escravo de Angola, além de vários portugueses. Havia homens de três continentes conhecidos. Estava descoberto o Brasil!, e no encontro desses homens; branco, negro e o índio, esboçava-se a origem do povo brasileiro. Aí Peri beijou Ceci ... e mais tarde chegaram outros povos: alemães, gregos, italianos, judeus, ucranianos, chineses, japoneses, polacos, árabes, espanhóis... e cá estamos nós revivendo esta história, que aconteceu há 500 anos, dois meses depois do Carnaval!.                            

imperatriz_2000A comissão de frente da Imperatriz, veio reproduzindo a esquadra de Cabral, com uma coreografia similar ao balançar das embarcações, além de outros movimentos típicos ao das “Caravelas ao mar” apresentou o enredo, merecidamente, levou o Estandarte de Ouro do Ano.
O Abre-Alas era suntuoso, na parte frontal, um Globo vazado, giratório e no seu interior, réplicas das embarcações que singravam mares, em busca de riquezas e conquistas, como prediz a sinopse do Enredo. A parte superior do carro, uma edificação, parte do conjunto arquitetônico português, representava a Pátria-Mãe donde partiu a Expedição de Cabral.

As baianas da Imperatriz vinham em seguida, lindas, trajando uma indumentária luxuosa, com predominância do branco e adereços em verde limão, salmão e dourado.  Animadas, empolgaram o público e conquistaram o Estandarte de Ouro da categoria. Diversas belas alegorias figuraram neste desfile, setores com cores fortes, onde fora lembrado os costumes dos índios, povo nativo destas Terras.

Destacamos a Ala das baianinhas, com fantasias em verde e amarelo, eram baianas, com tabuleiros cheios de iguarias do Brasil, Esta Ala também ganhou Estandarte de Ouro, como Melhor Ala do Ano.

 



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Uma seqüência de belas Alegorias eram mostradas durante o desfile da Leopoldina. Esta Alegoria ao lado mostra bem a riqueza de detalhes e o acabamento primoroso da carnavalesca Rosa Magalhães.

 

 

 

 



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Chiquinho e Maria Helena saudando o corpo de jurados, de Mestre-sala e Porta-bandeira, numa inesquecível apresentação, onde o casal traja uma fantasia com cores exóticas, com motivos afro, fazendo menção ao negro que compõe parte da colonização tupiniquim.

 

 

 

 

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O samba composto por tradicionais compositores da agremiação de Ramos, como: Marquinhos Lessa, Tuninho Professor, Guga, Amaurizão e Chopinho. Defendido com galhardia por  Paulinho Mocidade, ladeado por  auxiliares como Elymar Santos.
 
A Imperatriz vence pela sétima vez no Grupo de Elite do carnaval carioca, e acumula em sua galeria a lembrança deste belo carnaval.
Não percam! Na próxima Edição outro grande desfile, até lá!

 

 

 

 

 

 

VÍDEO DO DESFILE:

 

 

 

 

Desfiles Relacionados:

- Beija-Flor de Nilópolis/2001 – “A Saga de Agotime - Maria Mineira Naê”

- Unidos da Tijuca 2004 - O sonho da criação e a criação do sonho. A arte da ciência no tempo do impossível

- Caprichosos de Pilares 2001 - Goiás, um Sonho de Amor no Coração do Brasil

- Acadêmicos do Salgueiro 1998 - Parintins, a Ilha do Boi-bumbá: Garantido X Caprichoso, Caprichoso X Garantido

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- Imperatriz Leopoldinense 2000 – Quem descobriu o Brasil foi seu Cabral, no dia 22 de abril, dois meses depois do Carnaval

- Portela 1995 - Gosto que me Enrosco

- Mangueira 2002 - Brasil com Z é cabra da peste, Brasil com S é nação do Nordeste

- Unidos do Viradouro 1997 - Trevas! Luz! A explosão do Universo

- União da Ilha do Governador 1989 - Festa Profana

 

 

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