

Por Gustavo Monteiro
As Alas de Compositores fora do Carnaval

De início, peço desculpas aos leitores e aos colegas pela minha ausência na última edição do Boletim do Samba.
Já adentrando na coluna, aviso que ela hoje relembrará o grande Eládio Gomes dos Santos, mais conhecido como “Baianinho”, fundador e maior compositor do querido G.R.E.S. Em Cima da Hora, do bairro carioca de Cavalcanti.
Baianinho nasceu em 3 de setembro de 1936 em Salvador, Bahia. Como compositor foi campeão de sambas de enredo por dez vezes. 1961, 1962, 1972, 1973 (o lindíssimo O Saber Poético da Literatura de Cordel – ganhador do Estandarte de Ouro), 1974, 1980, 1982, 1986 e 1988, pela Em Cima da Hora e, em 1990, pela Imperatriz Leopoldinense.
Gravou sambas de sua autoria com artistas como Jorge Benjor, Jair Rodrigues, Bezerra da Silva, Jorginho do Império, Conjunto Nosso Samba e Clara Nunes.
Com a mineira gravou a sua composição de maior sucesso “Ê Baiana”, cuja gravação, contida no disco Clara Nunes, de 1971, ora disponibilizamos.
“Ê Baiana”
(Fabricio Da Silva/Baianinho/Enio Santos Ribeiro/Miguel Pancracio)
Ê baiana
Ê ê ê baiana, baianinha
Ê baiana
Ê ê ê baiana
Baiana boa
Gosta do samba
Gosta da roda
E diz que é bamba
Baiana boa
Gosta do samba
Gosta da roda
E diz que é bamba
Olha
Toca a viola
Que ela quer sambar
Ela gosta do samba
Ela quer rebolar
Toca a viola
Que ela quer sambar
Ela gosta do samba
Ela quer rebolar
Ê baiana
Ê baiana
Ê ê ê baiana, baianinha
Ê baiana
Ê ê ê baiana
Um abraço e até a próxima coluna.
Gustavo Monteiro
ghmsiao@hotmail.com
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